#ESPíRITODACOISA: PRETINHO BáSICO

O #EspíritodaCoisa veio para expandir nosso conhecimento sobre o mundo fashion. Eu explico: a gente vai trazer aqui um pouquinho da história de determinada peça, buscando com esses pequenos relatos descobrir mais sobre nosso próprio estilo e compreender o que “fala” determinada roupa, o que ela nos “conta”, o que ela comunica e como podemos incorporar essas inspirações e informações quando criamos nossos looks diários.



A moda em si é feita de diferentes releituras e interpretações de uma peça e é isso que faz dela essa metamorfose linda e divertida. A gente quer compartilhar essa ideia de que toda mudança carrega consigo uma originalidade nata, uma forma genuína, uma essência. E por mais que ocorram transformações, ela nunca muda por completo, porque aí seria algo novo, não é mesmo!?? E que a gente pode ser várias versões de nós mesmos, sem nunca deixamos de lado o que realmente somos.



Nós queremos mostrar para você que independente das escolhas que você faça com as peças que compõem seu guarda-roupa e do que cada uma transmite, predomina sempre uma essência e você precisa respeitá-la. Você é linda por sua individualidade e mesmo nas mudanças constantes que você encara, ainda sim será sempre você.



Cada peça de roupa sempre conta uma história, e nós vamos começar a partir dos significados genéricos, porque é em cima desse começo que tudo se transformou. Vamos começar essa Tag falando de um astro do mundo fashion: o tubinho preto.



Pensar que o preto é uma cor básica atualmente é muito natural e, diga-se de passagem, mal consigo pensar em outra cor que fique tão bem para a maioria das pessoas quanto o preto. Contudo, antes de ele ganhar esse ar glamoroso e sofisticado, o preto era usado somente pelas empregadas domésticas e viúvas, pensa só!!! A representação do luto na cor preta se deve a Rainha Vitória da Inglaterra, que após a morte de seu marido, Príncipe Alberto (1861), começou a usar peças pretas para simbolizar publicamente a sua perda. Tal costume logo atingiu as massas, que aderiram a “moda” ditada pela Rainha.



Porém, foi nas mãos de Coco Chanel que o vestido em de tom de preto foi “descoberto” como uma peça básica no guarda-roupa feminino.





O vestido lembrava a vestimenta de uma órfã e, palpitam alguns, que a razão por trás disso carrega um pouco da história de Gabrielle Chanel, abandonada por seu pai em um orfanato. De todo modo e resumindo a ópera, Coco Chanel fez o tubinho preto quando o grande amor de sua vida (por que sempre tem um homem na história?), o inglês Boy Capel faleceu em um acidente de carro (1926). Para representar seu luto cortou um vestido preto deixando o reto, leve e com movimentos. A proposta do vestido era que ele fosse versátil e acessível.



A combinação com o preto, sóbrio, discreto e ao mesmo tempo elegante e empoderador, fez dele algo imortal e atemporal. Na época (entre guerras – década de 20), o tubinho preto foi um escândalo pela sua modelagem e corte simples com um caimento até os joelhos. Mas isso é normal, considerando que Chanel sempre inovou a moda feminina. Nos liberou dos corpetes, trouxe um pouco do estilo andrógeno para as peças femininas, tornando a indumentária muito mais democrática, como a blusa listrada dos marinheiros que integra nosso armário até os dias de hoje. Devemos a ela também a criação da bolsa tira colo e do casaquinho de tweed (mas isso é um assunto para outra hora).



Portanto, se o melhor amigo do homem é o cachorro, o melhor amigo da mulher é um vestido preto, seja ele curto, longo, sexy, sóbrio. Ele é uma peça fundamental no guarda-roupa da mulher, tanto por ser bem democrática, como por permitir que a mulher se torne o que quiser com ele: formal ou descolada, sexy ou romântica, tudo a depender do corte e dos acessórios. Fora que ele é coringa quando falta inspiração para se vestir (#quemnunca) e ainda por cima dá aquela disfarçada nos quilinhos a mais.





Não é à toa que o pretinho básico se tornou ícone fashion e jamais saiu de moda. A versatilidade dele é que compõe o ingrediente essencial para torná-lo básico. E quando se diz básico não significa que ele só serve para ir à padaria comprar o pão de todo dia. Tudo influencia: corte, caimento, tecido. O legal é que fica fácil fazer sobreposições e se divertir com ele. Que fique aqui registrado meu (nosso, por que não?) agradecimento a Coco Chanel, por nos dar algo tão confortável e simultaneamente tão chique capaz de permitir que qualquer mulher vista algo simples em 5 minutos e, sem muito esforço, ficar bafo e elegante.



Beijos da Lu!


  • 04/11/2016 - 11:25

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