FOCO NA MULHER: REVIEW 2017

Pode parecer um clichê da vida bloguerística, mas é vida real mesmo. Estamos numa correria diária que acabamos deixando o blog em Stand By.   



Contudo, porém, entretanto... cá estamos nós voltando ao ritmo, programando e planejando várias publicações dignas de espera. wink



O tempo passou como um espirro e lá se foram o carnaval, o Oscar, dia das mulheres e nos encontramos em plena Fashion Weeks. Vocês devem se perguntar, que blog é esse que deixa passar momentos tão importantes do cotidiano da moda e da beleza...



A verdade é que a Metamorfose não vem mostrar o que todo blog mostra. Queremos entregar a vocês mais do que imagens de famosos e roupas caras. Queremos mostrar a realidade e como transformar a moda/beleza em uma forte aliada dessa nossa jornada de cada dia. Buscamos conteúdo e informação com simplicidade, mas com a nossa essência de transformar para melhor a sua vida, de alguma maneira.



Enfim, hoje trazemos os aspectos mais relevantes e que nos chamaram a atenção nos últimos tempos e que deixamos de trazer por aqui. Segura ai que tem coisa...



CARNAVAL



Eu estava na minha rotina de leitura de blogs diários (durante o carnaval) e me deparei com esse post da Jojo. O assunto violência contra a mulher tem ganhado espaço nas rodas de conversa e isto me deixou pensativa.



Será que estamos reconhecendo a importância de debater sobre a questão, que estamos dando vozes a centenas de mulheres, que desencorajadas pelo assédio, já não pretendiam deixar suas histórias serem fontes de força e determinação para lutar contra os criminosos? Será que estamos mesmo, ao falar sobre a violência doméstica, conscientizando as pessoas a denunciarem seus agressores, e fazendo eles se absterem de tratar as mulheres com abuso e crueldade? Será que a informação enfim tomou forma e está dando resultados ou estamos mesmo desesperados? Será que os números de feminicidio têm aumentado ao ponto de precisarmos urgentemente falar sobre isso?



Sinceramente, não importa as razões que nos levam a falar da violência contra a mulher.  O importante é que estamos falando. E cada vez mais, como no blog da Jojo, vemos mulheres se unindo, demonstrando compaixão e solidariedade entre si e para uma causa que ainda está apenas começando. Carnaval não pode ser sinônimo de assédio, balada não pode ser sinônimo de abuso, mulher não pode ser símbolo de violência, seja ela qual for.



A pouco tempo descobri que uma amiga sofreu abuso, ano passado, por um parente seu. Quando os índices atingem nossos conhecidos, tudo fica mais difícil. A verdade é que ninguém, nenhuma de nós, está livre disso. E precisamos falar sobre violência contra mulher em termos palpáveis, pois é fácil discutir algo que está aparentemente longe de nós. Precisamos falar sobre violência contra a mulher como se cada uma fosse a mesma pessoa. Porque se você se colocar no lugar dela, se você se imaginar no lugar dela por um segundo... você compreenderá que empatia nenhuma do mundo é capaz de fazer você se sentir como ela se sente...



Então que o diálogo sobre a violência contra as mulheres comece por falar de desrespeito, falta de liberdade de expressão (de se vestir, de se falar, de opção sexual), aceitação de diferenças, tolerância e amor ao próximo. Que fale sobre como devemos criar nossas filhas e como devemos criar nossos filhos. Que fale que masculinadade não está relacionada a força, dinheiro e rigidez e que a mulher tem compromisso com o casamento e a maternidade. Que fale da mulher como o ser humano que ela é... com suas limitações, qualidades e defeitos.



OSCAR



E por falar em empoderamento das mulheres, vocês já leram esse site? Ele é massa demais e é a inspiração deste segundo tópico.



A Academia de Hollywood pagou o mico do ano ao dar o prêmio de melhor filme do ano para “La la Land”, sendo que o real vencedor era “Moonlight”. O equívoco levou a equipe do filme a subir no palco para dar o discurso. O apresentador da categoria, o ator Warren Beatty, disse ter recebido o envelope errado, mas a confusão gerou murmúrios e, claro, memes. 



reaction oscars confused shocked oscars 2017



Aqui entre nós, embora existam algumas teorias conspiratórias desta premiação, errar é humano. Mas convenhamos que algumas ações da Academia soaram estranhas e contraditórias. Exemplo, o recorde de indicações de negros ao Oscar em 2017, sendo que ano passado nenhum negro foi indicado e algumas premiações. Como a do caso de Casey Affleck, melhor ator.



Casey foi denunciado por assediar sexualmente mais de uma mulher durante as gravações de I am Still Here. O caso foi resolvido sem muito alarde, fora do Tribunal. E esse fato fez com que muitos se questionassem sobre a entrega do prêmio a uma pessoa com passado de abuso e como tudo é “esquecido e apagado” quando se trata de homens que erram.



Copio aqui o que o Site Think Olga comentou: “Não há nada de errado com o fato de ele reconstruir sua vida, mas existe algo de doentio quando essa oportunidade é tão facilmente concedida a homens que machucaram e sacrificaram mulheres com quem se envolveram. Tudo bem um homem ser a representação de um perigo às mulheres – contanto que não seja um perigo à sociedade que as excluí. A rigidez moral do senso comum que tanto castiga uma mulher considerada “vagabunda” desaparece diante de um assassino de mulheres. A ele, uma segunda chance, um recomeço. A ela, a ideia de que merece tudo de mau que lhe acontecer e muito mais.”.



DIAS DAS MULHERES



Como as duas outras reflexões caíram bem com o assunto “Dia da Mulher”, né não?



Para completar, vocês sabem a diferença de feminismo e femismo? Sabe o significado de sororidade?



Obviamente, não sou expert no assunto, mas de forma bem simples o feminismo é um movimento político, social e filosófico que tem como objetivo a equidade de gêneros, pela busca do empoderamento da mulher e da liberdade de opressões patricarcais da sociedade. Logo feminismo não é o contrário de machismo, que enaltece uma suposta superioridade dos homens. O machismo às avessas é chamado de femismo, ou seja, é a prática que considera a mulher superior ao homem.



O feminismo tem tomado rumos importantes nas discussões atuais e tem contribuído para mudanças sociais.



Junta à ele, temos visto nos debates a palavra sororidade. Ela vem do latim e não existe uma tradução para a língua portuguesa. Ela é semelhante a fraternidade, porém focada na aliança entre mulheres e é praticada e promovida pelo feminismo atual. Promove a identificação das mulheres entre si e o mútuo apoio, por meio de relações solidárias entre elas.



Se você se interessou por essas questões, leia mais aqui.



MUNDO FASHION



A timeline das redes sociais é só Fashion Week...sobre ela deixaremos um post reservado para tratar das tendências. O que eu quero falar dessas semanas...é como a moda ajuda e inclusive é um instrumento de promoção da igualdade de gêneros e do protesto contra o machismo. Como ela tornou-se uma ferramenta fundamental para liberdade de expressão, para a democracia, e para podermos comunicar o que somos e pelo que lutamos.



E olha só como uma simples peça pode dizer algo e fazer algo. A t-shirt “We Should All Be Feminists” (frase surgida no livro de Chimamanda Ngozi Adichie, apresentando numa Conferência TED) da Dior, tem ganhado os bastidores de eventos. Ela foi apresentada nas coleções de verão 2017 – setembro/2016, ganhou o street style, mas só agora chega às lojas da Maison.





Cada camiseta custa em torno de US$ 700 (preço mega salgado), contudo parte das vendas será revertida para a Clara Lionel Foundation, instituição criada por Rihanna, que arrecada fundos para comunidades em desenvolvimento.



Vale a pena ver a apresentação da tese de Chimamanda.





Beijokas =D


  • 14/03/2017 - 15:36:42

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